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TEXTO 1
TEXTO 2:
TEXTO 3
Ø
CADA QUAL SEGUNDO O DOM QUE RECEBEU
TEXTO 4
Ø COMO BONS ADMINISTRADORES DA MULTIFORME GRAÇA DE DEUS
TEXTO 5:
Ø
O PAPEL DAS LIDERANÇAS NO TRABALHO DIACONAL
TEXTO 6
Ø
REFLEXÕES SOBRE A
INCLUSÃO DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA A PARTIR
DA IX ASSEMBLÉIA DO CONSELHO MUNDIAL DE IGREJAS
TEXTO 1
SERVIR COM HUMILDADE
Catequista Maria Dirlane
Witt
Catequista Edson Ponick
Departamento de Catequese
da IECLB
Em Belém, a
Passamos por
uma experiência semelhante ao entrar numa sala com a porta rebaixada. É preciso
curvar-se para entrar. Curvar-se é uma atitude de humildade. A palavra
humildade vem do latim e quer dizer perto do chão. O que significa estar e
andar perto do chão?
Mesmo que não
apareça explicitamente, a humildade está presente na parte inicial do versículo
de 1 Pedro 4.10, que diz: “Sirvam uns aos outros”. Quando vivemos em humildade,
quando estamos perto do chão, enxergamos as pessoas de outra maneira e estamos
mais próximos de quem necessita de ajuda.
A pequena porta
da Igreja da Natividade nos lembra de como foi o nascimento de Jesus, que,
humildemente, veio para servir e não para ser servido (Mateus 20.28). No
Batismo, somos acolhidos por Deus e passamos a fazer parte do corpo de Cristo.
Renascidos e renascidas pela graça de Deus, no Batismo, somos chamados à
comunhão, ao serviço, à diaconia.
Podemos servir
em diferentes situações e de diferentes formas. Às vezes, atitudes singelas,
como um sorriso ou um abraço, são maneiras de servir. Deus não exige de nós
além das nossas possibilidades. Basta colocarmos à disposição das outras
pessoas aquilo que podemos e sabemos fazer.
O próprio
Cristo, a porta da vida plena (João 10.9 e 10), nos fortalece a passarmos
diariamente pela porta da humildade e nos convida, dizendo: Sejam meus
seguidores e aprendam comigo porque sou bondoso e tenho um coração humilde; e
vocês encontrarão descanso. Os deveres que eu exijo de vocês são fáceis, e a
carga que eu ponho sobre vocês é leve (Mateus 11.29-30).
Técnica
Material: Um pedaço de
papel pardo de
Desenvolvimento
a) Antes da
leitura do texto
1) Prende-se,
com antecedência, na parte superior da porta onde acontecerá o encontro, o
papel pardo, de modo que as pessoas tenham que se abaixar para passar.
2) Conversar
sobre a experiência da passagem pela porta rebaixada. O que vocês sentiram ao
ver o obstáculo na porta? O que sentiram ao passar pela porta rebaixada?
b) Depois da
leitura do texto
1) Formar
grupos de até cinco pessoas para refletir sobre as seguintes perguntas? O que a
porta da humildade tem a nos ensinar? Quais são os obstáculos que, pessoalmente
e comunitariamente, nos impedem de servir com humildade?
2) Compartilhar
as reflexões dos grupos.
3) Finalizar o encontro
com uma oração coletiva. Depois as pessoas saem, passando pela porta rebaixada.
Do lado de fora da porta, as pessoas despendem-se com uma palavra de envio e um
abraço.
TEXTO 2
SIRVAM UNS AOS OUTROS
Psicóloga Vera Beatris
Walber
Diretora do Departamento de
Diaconia - IECLB
Em fevereiro
passado realizou-se
Diaconia é
serviço, ação em favor das pessoas que sofrem. E são muitas as pessoas
marginalizadas, excluídas de nossa sociedade. São inúmeras as pessoas que
necessitam apoio e auxílio em alguma fase de suas vidas. Não precisamos pensar
muito para lembrar de alguma pessoa que esteja necessitando de auxílio em
nossas comunidades, vizinhança ou no bairro onde trabalhamos.
Mas o versículo
bíblico nos diz mais. Ele nos motiva a servir uns aos outros. O que isto
significa? Não basta servir? Não, Jesus nos motiva a mais do que um simples
dar-se. Ele nos diz que não há pessoa que só sirva ou que só seja servida. Não
há quem só tenha a dar ou pessoa que só tenha a receber e nada para dar. É uma
relação de mão dupla. Servimos e ao mesmo tempo somos servidos.
Jesus foi o
diácono por excelência. Ele não veio para ser servido, mas para servir e dar a
sua vida em resgate de muitos (Marcos 10,45). No entanto, Deus, através de
Jesus, tornou-se humano, fez-se frágil e sofreu como os humanos. Jesus também
deixou que lhe servissem quando permitiu que uma mulher chamada Maria ungisse
seus pés com perfume caro e os secasse com os próprios cabelos. Isto se chama
empatia. Empatia significa a capacidade de se identificar com outra pessoa, de
sentir o que ela sente, de querer o que ela quer, de apreender do modo como ela
apreende (Dicionário Houaiss).
Para exercer a
diaconia o serviço cristão precisamos nos colocar ao lado da pessoa que sofre
para compreender suas necessidades. Servindo uns aos outros nos colocamos todos
no mesmo nível. Ninguém é melhor do que outra pessoa por que presta auxílio.
Estamos todos no mesmo “barco”. Em outra situação posso ser eu a precisar de
ajuda e isto não me diminui em nada.
Na 9ª
Assembléia do CMI vivenciamos este servir recíproco com irmãos e irmãs de
países de todos os cantos do nosso planeta. Tivemos a possibilidade de ajudar
dando informações sobre nosso país ou nossa cidade, auxiliando na resolução de
pequenos problemas, mas também fomos auxiliados por pessoas que fizeram o
trabalho de tradução permitindo que a comunicação entre tantos povos e línguas
fosse possível.
Pudemos
vivenciar de formas variadas a noção de que ninguém é tão bom ou auto-suficiente
que não precisasse de auxílio e ninguém era tão desnecessário que não pudesse
contribuir com seus dons.
Técnica:
Material necessário: um lençol resistente ou um cobertor. Pode haver uma música calma de
fundo.
Em grupos de
aproximadamente 7 pessoas a técnica consiste em que cada pessoa do grupo seja
carregada pelos outros componentes. Enquanto uma pessoa se deita no lençol ou
cobertor as outras a carregam caminhando pela sala. O grupo deve fazer o máximo
de silêncio possível para que a pessoa que está sendo carregada sinta-se
confortável e em ambiente acolhedor. Ela deve entregar-se, confiar no grupo e
relaxar.
Deve ser
proporcionada a oportunidade a todas as pessoas do grupo vivenciarem ambos os
papéis – o de carregar e o de ser carregado.
Ao final
sugere-se um momento de compartilhar a experiência e os sentimentos surgidos
durante a técnica.
TEXTO 3
CADA QUAL SEGUNDO O DOM QUE RECEBEU
Psicóloga-psicanalista
Simone Engbrecht
Qual é nossa
propriedade ao nascermos? Nascemos com o quê? Nossa família? Um código
genético? Bens herdados? Os dons são definidos como qualidades inatas.
Paradoxalmente um dom também é definido por mérito. Surge a questão: os dons
são nossos desde que nascemos, recebemos como dádiva ou eles são adquiridos por
merecimento?
A curiosidade
sobre as origens impulsiona o desenvolvimento do conhecimento científico. Esta
é uma curiosidade nunca totalmente satisfeita. O momento em que recebemos os
dons com o qual se nasce, portanto, é sempre enigmático. Conhecer, porém,
quando os tornamos parte de nossa identidade é possível.
A partir do
desejo de alguém pela nossa vida recebemos um nome. Nascemos com um nome, com
uma referência pela qual somos chamados e convocados a viver. Mas, é somente
aos poucos que tomamos posse de nosso nome, que ele realmente nos pertence.
Algo semelhante se passa com os dons. Uma herança que precisa de uma assinatura
particular para pertencer a alguém.
Dom = Qualidade
inata. Qualidade é atributo das coisas
ou das pessoas que as distingue das outras e lhes determina a natureza. Nós nos
acostumamos a pensar em qualidade de vida como sinônimo de vida boa, com
possibilidades de realização de nossas necessidades. Quando escutamos com
atenção a definição de qualidade, percebemos que uma qualidade define uma
identidade a partir de uma diferença. Tecidos de diferentes texturas são
tecidos de qualidades diferentes, seda, lã, algodão.
É difícil em
uma sociedade competitiva, abandonarmos a idéia do melhor e do pior, do bom e
do ruim, de uma avaliação quantitativa, e nos concentrarmos nas qualidades.
Muitas vezes, qualidade de vida é confundida com quantidade de bens materiais e
de tempo. O tempo não possui significado se não for qualificado. Uma vida com
qualidade é uma vida que faz diferença. A vida de cada ser possui um sentido
próprio que precisa ser revelado.
Todos recebem
dons, qualidades inatas. E com eles se passa algo interessante. Para um dom
tornar-se propriedade de uma identidade ele precisa ser doado. Dom, doar,
doação de dons. Parece uma brincadeira com as palavras, mas recordando as
palavras de Goethe: ‘o que herdaste dos teus pais, conquista-o para fazê-lo
teu’. Os dons só possuem uma qualidade, um sentido, se quem o recebeu puder
possuí-lo. Entregando-o. É uma conquista de entrega.
O dom de
alguém, a qualidade de alguém está definida pela diferença, pela sua marca. A
diferença, o sentido particular e especial da vida de cada um está naquilo que
cada um pode acrescentar na vida dos outros, no que pode doar. A qualidade é
definida pela comparação, não de melhor ou pior, mas pela descoberta das
especificidades de cada indivíduo.
Os dons mais valorizados numa sociedade de
espetáculo são aqueles que colocam a pessoa como número ‘um’ em um show. Da
platéia, ficamos maravilhados diante do belo. Um acréscimo aos nossos sentidos.
É preciso perceber, porém, que cada um é o número ‘um’, não no sentido de
primeiro, mas de único e especial na simplicidade de cada momento.
Ao percebermos
a beleza e o espetáculo de um ato de amor e doação, deparamo-nos com os dons
recebidos, com o sentido de cada vida. Só é possível estarmos diante de cada
dom recebido se estivermos diante de um dom doado. Cada um segundo o dom que
doou.
TEXTO 4
COMO BONS ADMINISTRADORES DA MULTIFORME GRAÇA DE
DEUS
Pastor Silvio Schneider
Fundação Luterana de Diaconia
Duas regras de
ouro que norteiam a ação diaconal, que se inspira
A ação diaconal
e o serviço social cristãos tem sua origem no exemplo e na compaixão de Jesus.
A tarefa da Igreja é seguir Jesus em palavra e ação. Assim, o mundo inteiro
criado e amado por Deus, e não somente a Igreja e os seus membros e estruturas,
são ponto de partida e espaço para a ação diaconal.
Como cristãos e
cristãs, trabalhando na área de serviço social e na promoção de desenvolvimento
sustentável, reconhecemos que em última análise prestamos contas a Deus sobre a
maneira como respondemos a necessidades humanas. E, ao mesmo tempo, também
prestamos contas uns aos outros e a quem procuramos servir. O chamado do
Evangelho nos desafia a servirmos a todas as pessoas em necessidade,
independente de sua religião, raça, convicção, partido político, nacionalidade,
idade ou gênero. (Gálatas 3.28)
A fé cristã
requer que façamos uma abordagem mais ampla quando se trata de atender às
necessidades dos que sofrem. É absolutamente necessário que nos inteiremos das
causas do sofrimento para planejarmos, implementarmos e avaliarmos nossas ações
diaconais. Assim estaremos sendo bons administradores da multiforme graça de
Deus.
E quando se trata
de ir ao encontro dos que sofrem, buscamos fazê-lo de maneira ecumênica,
juntando forças com outras denominações e expressões cristãs e mesmo
não-cristãs e com organismos governamentais e não governamentais locais,
estaduais e federais.
É imperativo
respeitar cada pessoa em sua dignidade que lhe foi conferida por Deus.
Significa, pois, que a ação de serviço e a promoção de desenvolvimento
sustentável são sempre planejados, implementados e avaliados com as pessoas e
suas comunidades (em vez de para as pessoas e as comunidades).
A Igreja antiga
tinha um código de conduta para os que atuavam no trabalho social: tinham que
ser pessoas honestas, de boa reputação, cheias de Espírito e de sabedoria (Atos
6.3).
A abordagem
interdisciplinar na ação diaconal é uma maneira significativa e poderosa de
levar em conta todos os dons que Deus concedeu às pessoas e às comunidades (I
Coríntios 12).
Ajuda a
estabilizar um profissionalismo e tecnicismo unilateral muitas vezes visto como
resposta a todos os problemas.
Distribuição de renda - Com 53.9
milhões de pobres, equivalente a 31,7% da população, o Brasil aparece em
penúltimo lugar entre 130 países na lista de distribuição de renda. Perde
somente para Serra Leoa, na África. (Documento do Instituto de Pesquisas Econômicas
Aplicadas, 2005).
Para combater a
concentração de renda e a pobreza, segundo o IPEA, é necessário acelerar a
reforma agrária, a ampliação da previdência e programas de transferência de
renda, a exemplo do Bolsa Família. Crescimento econômico, por si só, não basta:
a redução da pobreza e da desigualdade depende do modelo de desenvolvimento,
que não deve ser concentrador de renda e socialmente excludente.
Princípios e Códigos de Organismos Internacionais de Ajuda
Humanitária
O Alto
Comissariado das Nações Unidas para Refugiados
(ACNUR) propõe uma abordagem
baseada em direitos humanos econômicos, sociais, culturais e ambientais
(DHESCA) na promoção do desenvolvimento sustentável, que inclui princípios de
*igualdade e
eqüidade
*prestação de
contas
*empoderamento
de pessoas e comunidades
*participação
*não-discriminação
e atenção a grupos vulneráveis
A Cruz Vermelha
Internacional e o Movimento do Crescente Vermelho formularam o seguinte código
de conduta para organizações atuando em ajuda humanitária em situações de
catástrofes naturais, guerras ou migrações forçadas:
1 - O
imperativo humanitário é absolutamente prioritário.
2 - A ajuda
deve ser dada independente de raça, credo ou nacionalidade dos receptores e sem
qualquer restrição. A necessidade é o único e exclusivo parâmetro para a ajuda
humanitária.
3 – A ajuda
jamais será usada para apoiar determinado partido político ou expressão
religiosa.
4 – Devemos
evitar que nossas ações reflitam as políticas governamentais externas de
determinados governos.
5 – Devemos
respeitar culturas e costumes locais.
6 – Devemos
tentar desenvolver ações de respostas a emergências com base em capacidades
locais.
7 – Deve-se
sempre achar possibilidades de envolver os beneficiários de programas de
emergência, reconstrução e desenvolvimento no gerenciamento e administração da
ajuda externa.
8 – Toda ajuda
deve ter como objetivo reduzir vulnerabilidades futuras a desastres e, ao mesmo
tempo, satisfazer necessidades básicas.
9 – Devemos
prestar contas a todos: transparência com os grupos e comunidades a quem
queremos ajudar e com os que apóiam o trabalho financeiramente.
TEXTO 5
O PAPEL DAS LIDERANÇAS NO TRABALHO
DIACONAL
Psicóloga Sandra Kiefer
Ser líder num
mundo de constantes mudanças de paradigmas, onde os valores estão em constante
relativização, é uma questão que desafia as comunidades na condução de seus diferentes
grupos através do trabalho diaconal. Líderes importantes do passado facilmente
são tidos como não eficazes diante dos tempos modernos deste mundo.
Por exemplo, em
outras épocas acreditava-se que para ser um bom líder bastava saber mandar.
Hoje, ser um bom líder é saber compartilhar, investir nas pessoas, acolher as
diferenças e perceber o que nos une para alcançar objetivos propostos pelo
grupo. É ser um motivador, perceber a diversidade e administrá-la para que no
alvo a ser alcançado possa transparecer a ação de todos. É atingir e superar
objetivos junto com as pessoas.
Logo, o desafio
da liderança é provocar a capacidade criativa da comunidade comprometendo-a; pois, quando fazemos e nos
sentimos parte do grupo, realizamos
coisas notáveis, construímos algo onde muitos se beneficiam. Sendo ouvido o
grupo encontra espaço para externar suas opiniões, pensamentos. Nisto se sentem
sujeitos num processo onde a tarefa do grupo vai sendo construída com o
envolvimento de todos. O líder eficaz
partilha o poder e não manipula as pessoas; afinal, o poder emana destas
pessoas que merecem partilhar suas expectativas, convicções. Isto é cidadania,
exercício da democracia.
Todos nós
podemos ser bons líderes quando nos dispomos a participar do aprendizado contínuo,
dinâmico de um conjunto integral e integrado de objetivos comuns na comunidade;
quando somos acolhedores, calorosos no acolhimento do outro. Para tanto, é
preciso pressupor que a verdade brota do compartilhar. O poder, a força do
grupo, a sua unidade vem da liberdade em expor suas convicções. Nas diferenças
somos polidos, aprendemos e crescemos.
Mas, afinal, o
que é necessário aprender para ser um líder?
Não existe uma
receita. Mas podemos estabelecer alguns critérios:
Envolver-se com
o que realmente importa. Priorizar o coletivo para que não se esteja só na
caminhada. A liderança existe na medida
em que os colaboradores a reconhecem como existindo. Alguém não se torna líder
simplesmente por que o quer, ela é um presente que só pode ser dado pelos outros.
Ela chega quando os integrantes reconhecem a liderança, apoiando-a, deixando-se
acompanhar, orientar, permitindo que o líder o desafie dentro do grupo para
ações concretas no servir. Ser líder não
tem qualquer sentido sem outros que optem por comprometer-se amorosa e
prazerosamente com a construção da comunidade. Um líder completamente solitário
é como uma só mão batendo palmas.
Mas, então,
como fazer isto acontecer?
É necessário
que, em primeiro lugar, o líder esteja sensível e perceptivo às suas próprias
necessidades para que, então, possa ouvir o outro, seja no trabalho com
crianças, jovens, PPDs, etc. O passo inicial
acontece na sensibilidade do acolhimento, mesmo quando este parece
confuso, desconhecido, não sabendo para onde se direciona uma atividade que irá
iniciar. O ponto de partida precisa ser como uma ponte que vai sendo construída
a partir de uma base. Esta base é
construída a partir da fé
À medida que o
grupo se sentir ouvido, compreendido e respeitado, o sentimento será de
valorização e cada vez mais de comprometimento com a causa, com os objetivos
que o líder apresenta como desafio. Os desafios brotam da Pregação do Evangelho
que nos faz olhar para além de nós mesmos, concedendo criatividade diante dos
obstáculos que são inerentes na caminhada do grupo.
Assim, é
necessário criar condições para que o aprendizado ocorra a partir dos próprios
colaboradores em parceria com o líder.
É preciso que a
liderança esteja comprometida com seus colaboradores, estando aberta para
reconhecer quais são as dificuldades presentes no grupo, a fim de encaminhar
propostas de resolução das mesmas.
O bom líder
compartilha, delega tarefas de uma pessoa para outra num Sistema de CONFIANÇA.
Quando realmente delegamos autoridade, poder e atribuições inerentes a cada
tarefa para uma pessoa, demonstramos nossa confiança nela, obtemos
flexibilidade e agilidade das ações. Desta forma, é esperado que aquele que
recebe o poder delegado tenha autoridade suficiente para concluir a tarefa de
modo satisfatório, comprometido.
Neste sentido,
o líder não fica diretamente envolvido com a tarefa, mas continua com a
responsabilidade final do processo, acompanhando e orientando no que é
necessário.
À medida que
delegamos, incentivamos o desenvolvimento do conhecimento e das habilidades dos
colaboradores, os quais se tornam capacitados a propor soluções para os
diferentes conflitos quando, por exemplo, na ausência do líder e, ainda, têm a
oportunidade de testar suas idéias e implementar soluções criativas, bem como
de desenvolver maior autoconfiança e habilidades gerenciais. A delegação de
poder, de forma criteriosa, aumenta o poder de quem o delega. Ao conceder aos
colaboradores mais autoridade e ferramentas para executarem a tarefa, o líder
amplia sua influência e os mesmos sentem-se incentivados para agir.
Para que o
líder esteja apto a liderar é necessário deixar-se polir, como o barro nas mãos
do oleiro. Neste sentido, é fundamental GOSTAR DE PESSOAS. É preciso
autodesenvolvimento, habilidades de comunicação e influência, pensamento
sistêmico, perceber a comunidade como um todo integrado. Ser líder é saber ser
liderado, colocar-se também constantemente no lugar daquele que precisa ser
motivado, estar num constante processo de aprendizagem, comunhão,
solidariedade, parceria com amor, respeito, confiança.
Técnica:
Reflita com seu
grupo sobre:
1 – Converse
sobre as expectativas com o projeto diaconal de sua comunidade e as suas
preocupações com os resultados
desejados;
2 – Que
propostas o grupo apresenta como ações concretas para transformar em realidade
suas expectativas e preocupações.
TEXTO 6
REFLEXÕES SOBRE A INCLUSÃO DE PESSOAS
COM DEFICIÊNCIA A PARTIR
DA IX ASSEMBLÉIA DO CONSELHO MUNDIAL DE IGREJAS.
Psicóloga Nádia Mara dal Castel de Oliveira
Coordenadora do Programa Diaconia – Pessoas com
Deficiência
Na IX Assembléia do Conselho Mundial de Igrejas, realizada
de
Da organização estrutural do campus da PUC, como acessibilidade,
transporte, locomoção e espaço físico a debates, apresentação e oficinas
ligadas ao papel das pessoas com deficiência na transformação do mundo junto
aos demais temas da Assembléia, demonstra-se o esforço e o movimento em busca
de inclusão.
Um dos marcos significativos ligados à inclusão foi a
apresentação da declaração Uma Igreja de todos e para todos junto ao
Comitê Central da Assembléia do CMI. A declaração provisória é um documento,
oriundo de intenso e aprofundado estudo, em busca de uma compreensão teológica
do papel das igrejas com relação à inclusão e a deficiência. O Comitê Central
do CMI entende a declaração apresentada como declaração do próprio Conselho.
Na declaração entende-se que o princípio de toda existência
é incompleto, é imperfeito. A vulnerabilidade faz parte da condição humana.
Compartilhar a vulnerabilidade pode ser uma alternativa a muitas realidades e
também um ponto de partida para trabalhar questões de segurança, de
sobrevivência e de preconceito. A vulnerabilidade também é uma questão do
relacionamento do ser humano com Deus. Aceitar nossa vulnerabilidade, nossa
imperfeição nos remete a uma condição de dependência de Deus e do amor do
outro.
Porque o amor de Deus se aperfeiçoa e manifesta na fraqueza
e na pobreza – olhar para condição humana sob esta ótica implica na
desconstrução de uma visão baseada na perfeição e busca obcecada por
independência e segurança. Desconstruir e construir não é um processo fácil.
Ser facilitador da transformação de Deus, também não.
Fundamental é que a partir da declaração é possível entender
que as questões ligadas à deficiência e a inclusão não são assunto especial,
restrito apenas a um grupo de pessoas, mas diz respeito a todas as pessoas, a
toda a existência.
Assim, inclusão não é opção da Igreja, mas característica
que define a Igreja de Deus. O papel da Igreja é reconhecer sua vulnerabilidade
e mostrar que é possível transformar realidades a partir da comunhão e do
esforço em transformar atitudes e pensamentos. A inclusão acontece no momento
em que as pessoas se abrirem para conviverem com suas diferenças e limites,
servindo-se umas às outras, cada qual conforme os dons que recebeu.
Sugestão de atividade:
Construção de uma vela a partir de pedaços ou sobras
irregulares de velas coloridas.
Objetivo da atividade: Experimentar através da proposta
de atividade a importância de cada pessoa, com sua diversidade, na construção
de novas realidades.
Material necessário: pote de vidro transparente,
pedaços de velas (pode ser colorido e de diversos tamanhos representando
diversidade),
Desenvolvimento: Colocar o vidro transparente no
centro da mesa. Segurar ao centro do vidro o pavio. Jogar os pedaços de vela
dentro do vidro. Acender a vela.
* Sugestão de leitura enquanto a vela queima I Coríntios
12-22.
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